
Fitness em Portugal: Dados, Estatísticas e Tendências [Estudo 2026]
O estudo mais completo do mercado fitness em Portugal em 2026: 1.282 ginásios, 780 mil sócios, 345M€ de faturação, com 15 gráficos e 27 fontes.
Índice
- TLDR: Pontos-Chave
- Introdução
- Resumo Executivo: 10 Estatísticas-Chave do Fitness em Portugal 2026
- Dimensão do Mercado: 1.282 Ginásios, 780 Mil Sócios, 345M€ de Faturação
- Estrutura do Mercado: Cadeias vs Clubes Individuais
- Top Cadeias de Ginásios em Portugal
- Segmentos de Preço: Premium, Mid-Market e Low-Cost
- Serviços Oferecidos pelos Ginásios em Portugal
- Composição da Receita: 75% Mensalidade, 17% Personal Training
- Comportamento dos Sócios: Frequência e Retenção
- Profissionais do Fitness: ~18.700 Trabalhadores em Portugal
- Atividade Física da População Portuguesa: o Paradoxo
- Custos Económicos da Inatividade Física
- Segmentos Emergentes: Hyrox, CrossFit e Pilates Reformer
- Plataformas Digitais: Wellhub (ex-Gympass) e Urban Sports Club
- Proteção do Consumidor: Reclamações Sobre Ginásios
- Metodologia e Limitações
- Perguntas Frequentes
TLDR: Pontos-Chave
- Em 2024, Portugal atingiu 1.282 ginásios em operação, um recorde histórico (+21,4% face a 2023).
- O número de sócios ativos chegou aos 780.130 (+10,1% vs 2023), com taxa de penetração na população em 7,6%, ainda abaixo da média europeia de 8,4%.
- A faturação do setor atingiu €345 milhões (sem IVA) em 2024, um crescimento de +27,6% face a 2023.
- A mensalidade média subiu para €37,69. Segmentos: Low-Cost €25, Mid-Market €38,50, Premium €93,80.
- Apesar do crescimento do setor, Portugal é o país da UE com a pior taxa de prática desportiva: 73% dos adultos nunca pratica exercício. A inatividade custa €900M/ano ao SNS.
- O fitness emprega ~18.700 profissionais em Portugal (10.528 instrutores + 8.212 staff), com crescimento conjunto de +8,4% em 2024.
Introdução
Em 2024, o mercado fitness em Portugal ultrapassou pela primeira vez todos os indicadores anteriores à pandemia: 1.282 centros de fitness em operação, 780 mil sócios ativos, 345 milhões de euros de faturação e uma taxa de penetração na população de 7,6%. Mas, no mesmo ano, Portugal continuou a ser o país da União Europeia com a pior taxa de prática desportiva regular, com 73% dos adultos a declararem que nunca praticam exercício ou desporto.
Este estudo agrega 27 fontes públicas verificadas (AGAP, INE, DGS, OMS, Eurostat, Eurobarómetro, EuropeActive + Deloitte, Health & Fitness Association e outras), com 15 gráficos e mais de 130 estatísticas individuais, cada uma com fonte explícita e ano de referência. O objetivo é dar a quem escreve sobre o setor (jornalistas, investigadores, profissionais, consumidores) uma única página de referência, organizada por tema e pronta a citar.
O estudo está estruturado em 15 secções temáticas, uma metodologia explícita com limitações conhecidas, uma FAQ no final, e um ficheiro CSV com todos os dados disponível para descarregar. Cada estatística tem uma URL âncora que permite ligação direta ao datapoint individual (exemplo: #stat-clubes-2024).
Quem opera neste mercado.
O MySelf Studio é um dos operadores do setor descrito neste estudo. Estúdio privado pay-per-session em Lisboa-Areeiro, sem fidelização. Vê os packs se quiseres saber como funcionamos.
Ver os packsResumo Executivo: 10 Estatísticas-Chave do Fitness em Portugal 2026
Para quem quer levar apenas os números essenciais, os dez datapoints que melhor caracterizam o estado do setor em 2026:
- 1.282 centros de fitness em operação em Portugal (recorde histórico, +21,4% face a 2023). Fonte: AGAP Barómetro do Fitness 2024.
- 780.130 sócios ativos em ginásios (+10,1% face a 2023). Fonte: AGAP 2024.
- €345 milhões de faturação (sem IVA, +27,6% face a 2023). Fonte: AGAP 2024.
- 7,6% taxa de penetração na população (vs média europeia de 8,4%). Fonte: AGAP 2024 + EuropeActive 2024.
- €37,69 mensalidade média, primeira subida significativa em cinco anos. Fonte: AGAP 2024.
- 58,4% taxa de retenção média, recorde histórico mas ainda longe da média europeia (71%). Fonte: AGAP 2024 + H&FA 2024.
- 2,3 dias por semana é a frequência média dos sócios. Fonte: AGAP 2024.
- ~18.700 profissionais no setor fitness (10.528 instrutores e 8.212 staff). Fonte: AGAP 2024.
- 73% dos adultos portugueses nunca pratica exercício, a pior taxa entre os 27 países da UE. Fonte: Eurobarómetro 525, 2022.
- €900 milhões por ano é o custo estimado da inatividade física ao SNS. Fonte: DGS / SNS.
O paradoxo central deste estudo é a coexistência de duas tendências contrárias: o setor fitness em Portugal cresce a um ritmo recorde (faturação +27,6% num ano) ao mesmo tempo que a população portuguesa continua a ser a mais sedentária da União Europeia. Significa que o crescimento do setor concentra-se em quem já treinava, não em converter sedentários a praticantes.
Dimensão do Mercado: 1.282 Ginásios, 780 Mil Sócios, 345M€ de Faturação
O ano de 2024 marca a primeira vez desde 2019 em que todos os indicadores estruturais do mercado ultrapassam os valores pré-pandemia. Em quatro métricas centrais (número de clubes, número de sócios, volume de faturação e taxa de penetração) o setor está mais forte do que em qualquer ponto histórico documentado pela AGAP.
O número de centros de fitness atingiu 1.282 em 2024, um crescimento de 21,4% face a 2023 (1.056 clubes) e de 16,5% face ao pico de 2019 (1.100 clubes). A recuperação foi rápida: em 2020 e 2021 o mercado caiu para 800 clubes devido aos encerramentos da pandemia; em 2022 começou a recompor-se com 880; em 2023 estabilizou em torno dos 1.000; em 2024 deu um salto significativo.
O número de sócios ativos em ginásios seguiu uma trajetória semelhante. Em 2024 chegou aos 780.130, um crescimento de 10,1% face a 2023 e de 13,4% face ao pico de 2019 (688.210). É de notar que o número de sócios já tinha ultrapassado o pico pré-pandemia em 2022 (691.656), portanto a recuperação dos sócios precedeu a recuperação do número de clubes.
A faturação total do setor, sem IVA, atingiu os €345 milhões em 2024, contra €270 milhões em 2023 (+27,6%) e €289 milhões em 2019 (pico anterior). 90% dos clubes inquiridos pela AGAP em 2024 reportaram aumento de faturação face ao ano anterior, com 63% a registar aumentos superiores a 5%. A expetativa para 2025 mantém-se otimista: 92% dos clubes esperam aumentar a faturação.
A taxa de penetração do fitness na população portuguesa, calculada como sócios ativos sobre população total, subiu de 6,9% em 2023 para 7,6% em 2024. É o segundo ano consecutivo de aproximação à média europeia de 8,4% (EuropeActive 2024), mas o diferencial de 0,8 pontos percentuais ainda significa que faltam aproximadamente 80 mil sócios para Portugal atingir a média da UE.
Para colocar este crescimento em perspetiva mais ampla, o mercado europeu de health and fitness vale aproximadamente €36 mil milhões em 2024 segundo a EuropeActive e a Deloitte, e cresce de forma estável apesar de pressões inflacionistas e do impacto residual da pandemia. Portugal representa cerca de 1% deste mercado europeu, ligeiramente abaixo do que pesa demograficamente (Portugal tem cerca de 2,3% da população da UE). Em 2024, o setor europeu registou 30 transações de M&A que movimentaram mais de 669 clubes em 14 países, incluindo Portugal através de aquisições da VivaGym e do movimento Basic-Fit / Clever Fit.
Uma nota técnica importante para quem cruzar estes números com bases de dados empresariais: a AGAP contabiliza centros de fitness em operação (1.282 em 2024). O Contribuinte.pt e o Racius listam aproximadamente 2.796 empresas registadas com CAE 93130 (Atividades de ginásio e fitness) em Portugal. A diferença explica-se por empresas que operam múltiplas unidades, empresas registadas mas inativas, e pequenos estúdios que não fazem parte do circuito AGAP. A figura AGAP é mais precisa para o mercado de fitness operacional; a figura CAE 93130 é mais útil para análise empresarial e fiscal.

Estrutura do Mercado: Cadeias vs Clubes Individuais
A composição do mercado por tipo de operador manteve-se estável em 2024: 60% das unidades pertencem a cadeias e 40% são clubes individuais. A tendência consolida-se desde 2018 e não se alterou pela pandemia. Dentro das cadeias, os números detalhados são informativos: 37% do mercado pertence a grandes cadeias (mais de 14 unidades cada) e 23% a pequenas cadeias (menos de 9 unidades cada). O franchising representa 11,9% do total, com 50 clubes franchisados em 2024 (vs 47 em 2023).
A classificação de atividade económica também ilumina a estrutura: 77% dos clubes operam com CAE 93130 (Atividades de ginásio e fitness), o código oficial do setor. Os restantes 23% usam CAEs adjacentes: 12,4% com CAE 96040 (atividades de bem-estar físico, frequente em estúdios de pilates e yoga), 7,1% com CAE 93110 (gestão de instalações desportivas), 2,9% com CAE 93192 (outras atividades desportivas) e o restante distribuído entre saúde humana e associativas.
Em termos de dimensão física, 26% dos clubes têm área superior a 1.500 m², 22% entre 1.000 e 1.499 m², 16% entre 500 e 999 m², 19% entre 200 e 499 m², e 17% menos de 200 m². A tendência histórica desde 2018 é uma polarização: os clubes muito pequenos (menos de 200 m²) e os clubes muito grandes (mais de 1.500 m²) crescem; a faixa intermédia perde representatividade. Reflete dois movimentos paralelos: surgimento de estúdios boutique de proximidade e consolidação das grandes cadeias premium.
Top Cadeias de Ginásios em Portugal
A consolidação do mercado por grupo económico tornou-se um dos temas estruturais de 2024. Os maiores operadores por número de clubes em Portugal:
Fitness UP mantém-se como a cadeia com maior presença geográfica em Portugal: mais de 50 ginásios distribuídos por todo o país, no segmento mid-market low-cost.
Fitness Hut, agora integrado no grupo VivaGym após a aquisição de 2023, opera 42 clubes em Portugal. O grupo VivaGym totaliza 91 clubes na Ibéria (42 PT + 49 ES) depois da aquisição da cadeia espanhola Duet Fit, e duplicou de tamanho na segunda metade de 2024 com a aquisição de 113 unidades adicionais. O plano anunciado é abrir mais 100 clubes até 2029.
Solinca, propriedade da Sonae Capital, conta com 36 clubes em Portugal e mais de 110.000 sócios ativos. A Sonae Capital opera ainda as marcas Pump e Element (low-cost), totalizando 36 clubes entre as três marcas. Em fevereiro de 2025, um fundo francês pagou 17 milhões de euros pela aquisição de 3 ginásios Solinca em Lisboa e Porto, sinalizando interesse de investimento estrangeiro no setor.
Element Gyms, lançada pela Sonae Capital em 2020 no segmento low-cost (mensalidade a 2,99€/semana, sem fidelização), opera 14 clubes em Portugal com o plano de chegar aos 70 até 2027. É o caso paradigmático de expansão low-cost no mercado português.
Holmes Place opera cerca de 11 clubes na zona de Lisboa (mais Cascais e Albufeira), no segmento premium.
Phive Health & Fitness Centers opera 5 ou mais clubes em Lisboa, Porto, Coimbra e Leiria, igualmente no segmento premium. O maior clube da rede está no Porto, com seis estúdios de aulas de grupo, sala de musculação de 1.000 m², duas piscinas aquecidas, spa e clínica especializada.
Outras cadeias relevantes mas com menor presença geográfica incluem Lemonfit, Be-Fit, GCP (Ginásio Clube Português, fundado em 1875 e o ginásio em atividade mais antigo de Portugal), Pump Fitness e Magic Form (EMS).
Um operador notável pela sua ausência: a Basic-Fit, líder europeu do low-cost com plano de chegar aos 1.500 clubes em 2025, ainda não opera em Portugal em 2026. A entrada é considerada provável nos próximos 2 a 3 anos, conforme têm reportado várias publicações setoriais europeias.
Segmentos de Preço: Premium, Mid-Market e Low-Cost
O Mid-Market continua a dominar o mercado em todos os três critérios analisados pela AGAP: representa 73,5% do número de clubes, 85,1% dos sócios e 84,8% da faturação. É a faixa onde estão Holmes Place, Fitness UP, Phive, Solinca, e onde a mensalidade média se situa entre 27€ e 50€.
O Low-Cost tem 13,8% dos clubes mas apenas 6,7% dos sócios, o que reflete que estes clubes operam com capacidade média menor (ou estão em fase de expansão recente, como o Element). A mensalidade média do segmento ronda os 20€.
O Premium representa 12,7% dos clubes, 8,5% dos sócios e 12,7% da faturação. É um segmento com clientela fiel e mensalidade alta (média histórica de 93,80€, com tetos acima dos 110€ em clubes como o Holmes Place).
Em valor absoluto, as mensalidades médias por segmento em 2024:
- Low-Cost: €20,90 (vs €25,50 em 2022)
- Mid-Market: €37,60 (vs €34,40 em 2020)
- Premium: €103,70 (vs €94,70 em 2020)
A mensalidade média global subiu de €34,09 em 2023 para €37,69 em 2024 (+10,6%), a primeira subida significativa em cinco anos. A AGAP atribui esta subida em parte ao movimento de sócios entre segmentos: alguns sócios Mid-Market migraram para Premium, puxando a média geral.
Serviços Oferecidos pelos Ginásios em Portugal
O top 4 de serviços oferecidos pelos ginásios portugueses manteve-se estável desde 2016: equipamento cardiovascular (86%), máquinas de musculação (83%), área de treino funcional (80%) e aulas de grupo (79%). Todos cresceram ligeiramente face a 2023.
A categoria que mais cresceu em representatividade no último ano é a oferta digital: 55% dos ginásios em Portugal têm hoje uma app própria, 30% oferecem aulas ao vivo via streaming, 28% têm aulas pré-gravadas on-demand e 15% têm aulas virtuais dentro do espaço do ginásio.
Os serviços de bem-estar têm presença significativa mas longe da universalidade: 35% dos ginásios oferecem aulas de mindfulness (yoga, meditação), 18% têm sauna ou banho turco, 17% têm piscina, 12% têm spa wellness.
A Wearable Fitness Technology integrada (sincronização com smartwatches, pulseiras de atividade, etc.) está em apenas 5% dos ginásios. É um dos espaços com maior potencial de expansão a curto prazo, sobretudo no segmento premium.
Treinar onde se citam estes dados.
O MySelf opera no segmento boutique privado, com equipamento profissional (Legend Fitness, TopGim) e modelo pay-per-session sem fidelização. Pack 40 a 11€ por sessão.
Conhecer o estúdioComposição da Receita: 75% Mensalidade, 17% Personal Training
A estrutura de receita dos ginásios portugueses manteve-se relativamente estável em 2024. As mensalidades continuam a ser a fonte primária, representando 75% da faturação total. O Personal Training subiu para 17% (vs 15% em 2023), tornando-se uma fonte de receita progressivamente mais importante e o segundo produto mais faturado em quase todos os clubes.
As consultas de nutrição, frequentemente vendidas em pack com PT, representam 2% da faturação. Outras receitas (loja interna de equipamento e suplementos, espaços alugados para fisioterapia ou estética, parcerias com nutricionistas externos) somam 6%.
Para colocar isto em contexto monetário absoluto, num mercado de €345 milhões em 2024, isso representa aproximadamente €259 milhões em mensalidades, €59 milhões em Personal Training, €21 milhões em outras receitas e €7 milhões em consultas de nutrição. O setor de PT, isoladamente, vale praticamente o mesmo que toda a faturação combinada das pequenas cadeias.
Comportamento dos Sócios: Frequência e Retenção
A frequência média dos sócios subiu ligeiramente em 2024: 2,3 dias por semana em 2024 (vs 2,2 em 2023), ou 9,7 dias por mês. O número médio de visitas mensais por clube subiu de 9.596 em 2023 para 13.721 em 2024 (+43%), refletindo simultaneamente mais sócios e maior frequência por sócio.
Uma diferença consistente: sócios de clubes individuais frequentam o ginásio mais do que sócios de cadeias. Em 2024, sócios de clubes individuais entraram em média 11,4 vezes por mês; sócios de cadeias entraram 8,6 vezes. Esta diferença existe desde 2018 e sugere maior fidelização emocional ao espaço local quando o operador é pequeno.
A taxa de retenção média do setor subiu para 58,4% em 2024 (vs 54,7% em 2023), o valor mais alto da série histórica AGAP. Apesar do recorde, ainda fica significativamente abaixo da média europeia (71% segundo a Health & Fitness Association 2024), o que sugere espaço de melhoria estrutural.
A grande novidade de 2024 é a inversão na retenção por segmento. Pela segunda vez consecutiva, a taxa de retenção do Low-Cost (81%) ultrapassa a do Mid-Market (55%). E pela primeira vez, o Premium sofre uma queda significativa (de 67% em 2023 para 63% em 2024).
A AGAP atribui a melhoria do Low-Cost a uma combinação de fatores: baixo custo (cancelar não traz alívio financeiro significativo, gera inércia), ausência de fidelização contratual em vários clubes (reduz a pressão para sair antes que termine), e melhoria gradual da qualidade percebida do serviço. A queda do Premium é mais surpreendente e merece investigação mais profunda na próxima edição do Barómetro.
Profissionais do Fitness: ~18.700 Trabalhadores em Portugal
O setor fitness empregava 18.740 profissionais em Portugal em 2024, segundo a AGAP: 10.528 instrutores (FTE) e 8.212 staff não-instrutor (FTE). O crescimento conjunto face a 2023 foi de +8,4% (instrutores +7,7%, staff +9,4%). É o segundo ano consecutivo de recuperação após o mínimo de 2021 (16.936 trabalhadores totais).
No setor desportivo mais amplo, que inclui federações, clubes de modalidade, equipamentos municipais e atividades de educação física, o INE reporta 52.500 trabalhadores em 2024, com um crescimento de 15,9% face a 2023. O emprego desportivo em Portugal é predominantemente masculino (66,2%), jovem (54% tem entre 16 e 34 anos) e relativamente qualificado (41,9% tem ensino superior).
A remuneração média mensal bruta varia significativamente por sub-setor segundo o INE:
- Setor desportivo (geral): €1.521
- Atividades de ginásio (CAE 93130): €1.094
- Atividades dos clubes desportivos: €2.726
- Atividades de educação desportiva e recreativa: €1.031
O valor de €1.094 nas atividades de ginásio é significativamente inferior à média do setor desportivo e até ao salário médio nacional (€1.521 em 2025), refletindo a estrutura predominantemente low-cost e mid-market do emprego no setor (muitas horas por turno mas remuneração horária moderada).
Quanto aos personal trainers especificamente, o IPDJ tinha 27.593 treinadores desportivos registados em 2024 (inclui PTs e treinadores federados de várias modalidades). Não há um censo segregado apenas para PTs, mas a estimativa setorial é que cerca de metade dos instrutores AGAP (~5.000) operam parcialmente como PTs paralelamente ao trabalho de sala. Mais detalhes sobre o mercado de PT em Portugal estão no nosso estudo sobre quanto cobra um personal trainer em Portugal e no guia para começar carreira de personal trainer em Portugal.
Para trabalhar legalmente como PT em Portugal, é obrigatória a Cédula TPTEF do IPDJ, válida por 5 anos e renovável com 5 créditos de formação contínua. Sem cédula, não é permitido prestar serviços de exercício físico orientado.

Atividade Física da População Portuguesa: o Paradoxo
A tensão central deste estudo é a coexistência entre um setor fitness em crescimento robusto e uma população que continua a ser a mais sedentária da União Europeia. Os dados são consistentes em múltiplas fontes.
Segundo o Inquérito à Educação e Formação de Adultos do INE (2022), 45,2% da população portuguesa dos 18 aos 69 anos praticou atividade desportiva nos últimos 12 meses e 50,4% praticou exercício físico nos últimos 12 meses. Mas apenas 23,2% pratica atividade desportiva regularmente (5 ou mais vezes por semana) e apenas 20,2% pratica exercício físico regularmente.
A foto fica mais grave no Eurobarómetro 525, que compara Portugal com os outros 26 países da União Europeia. 73% dos adultos portugueses declaram que nunca praticam exercício ou desporto, a pior taxa da UE-27 e ligeiramente acima da Grécia (68%) e Polónia (65%). No outro extremo, a Finlândia tem apenas 8% de adultos completamente inativos, seguida da Suécia (12%) e Dinamarca (20%).
As razões dadas pelos portugueses não-praticantes são duas dominantes: falta de tempo (42,5%) e "não gostar de praticar" (27,3%). Outras causas mencionam o custo, falta de instalações próximas e problemas de saúde, mas todas abaixo dos 15% individualmente.
A despesa familiar é também reveladora. 50,5% das famílias portuguesas gasta até €10 por mês em exercício físico próprio, indicando preferência por soluções gratuitas ou de baixo custo (caminhada, corrida ao ar livre, gratuita). O valor sobe quatro vezes para a atividade desportiva dos filhos, sugerindo que os portugueses priorizam o desporto da geração seguinte sobre o próprio.
Custos Económicos da Inatividade Física
A inatividade física não é apenas um problema individual de saúde: tem custos económicos significativos para o sistema público e para a economia.
A Direção-Geral da Saúde estima que a inatividade física custa cerca de €900 milhões por ano ao Serviço Nacional de Saúde. O cálculo baseia-se na premissa de que metade da população portuguesa não cumpre as recomendações mínimas de atividade física da OMS (150 minutos semanais de atividade aeróbica moderada), e que esta inatividade aumenta a prevalência de doenças crónicas (cardiovasculares, diabetes tipo 2, vários cancros).
Quando se incluem os custos indiretos (faltas ao trabalho por doença e presentismo, ou seja, presença no trabalho com baixa produtividade), um estudo da Deloitte publicado pela Health & Fitness Association em 2024 estima que a inatividade física custa €1.569 milhões por ano à economia portuguesa.
Adicionalmente, a obesidade e pré-obesidade (em parte consequência da inatividade física, em parte causa independente) representam €1.200 milhões por ano em custos diretos de saúde, equivalentes a 0,6% do PIB português e 6% da despesa total em saúde. As doenças mais associadas a estes custos são a diabetes, o AVC, a doença isquémica cardíaca e a doença renal crónica.
Em termos de mortalidade, a DGS estima que a inatividade física é responsável por 14% da mortalidade total em Portugal. Se Portugal reduzisse a prevalência da inatividade em 10%, evitar-se-iam aproximadamente 1.500 mortes por ano. Politicamente, esta seria uma das intervenções de saúde pública com melhor relação custo-benefício documentada na literatura europeia.
A literatura científica oferece referências sobre a dose mínima eficaz de exercício para reduzir estes riscos. A OMS recomenda 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada por semana mais pelo menos duas sessões de fortalecimento muscular para adultos entre os 18 e os 64 anos. Westcott (2012), num review publicado em Current Sports Medicine Reports, mostrou que 30 minutos de musculação duas vezes por semana já produzem ganhos significativos de força e composição corporal em iniciantes. A meta-análise de Schoenfeld (2017), referência da literatura sobre hipertrofia, demonstra que 10 a 20 séries semanais por grupo muscular maximizam o crescimento muscular. Estas referências são úteis para enquadrar campanhas públicas, pois mostram que a barra técnica para obter benefício significativo é muito mais baixa do que o senso comum supõe.
Segmentos Emergentes: Hyrox, CrossFit e Pilates Reformer
Para além do mercado tradicional de ginásios, três sub-segmentos têm crescido rapidamente em Portugal desde 2022, criando novos modelos de prática e nova competição para os operadores AGAP.
O Hyrox, modalidade de competição combinando corrida e estações funcionais, chegou a Portugal em 2022 e cresceu rapidamente. Em 2025, existem aproximadamente 20 espaços onde se pratica Hyrox em Portugal e mais de 25 ginásios oferecem aulas formais (incluindo Fitness Hut e vários CrossFit boxes). Cerca de 1.800 portugueses competem em Hyrox a nível competitivo, viajando para provas em Lisboa, Berlim, Verona ou Madrid. A nível global, Hyrox conta com mais de 2 milhões de atletas registados e 11.000 ginásios afiliados em 25 países. Mais detalhes no nosso guia sobre Hyrox em Lisboa.
O Pilates Reformer teve em 2023 o seu ano de expansão em Portugal, com cadeias internacionais a entrarem no mercado nacional. A Club Pilates (cadeia americana líder global) abriu o seu primeiro estúdio em Portugal em junho de 2023 (Avenidas Novas, Lisboa) e expandiu para Parque das Nações. A Prescription Pilates opera 5 estúdios (Lisboa: São Bento, Saldanha, Alcântara, Parque das Nações; Porto: Boavista, com novo estúdio previsto para fevereiro de 2026). The Pilates Studio Portugal opera mais 5 estúdios entre Grande Lisboa e sul do país. Globalmente, Lisboa concentra 7 a 8 estúdios dedicados de Pilates Reformer, segundo as listagens da Time Out e da NiT.
O CrossFit mantém presença consolidada em Portugal desde meados da década passada, com uma estimativa setorial de 50 a 80 boxes em atividade, embora não exista um censo oficial. Vários destes espaços também oferecem aulas de Hyrox como complemento ao programa CrossFit tradicional.
Uma nota técnica para análise comparativa: muitos dos estúdios de Pilates e CrossFit em Portugal registam-se com CAE 96040 (atividades de bem-estar físico) ou outros códigos, em vez do CAE 93130 (atividades de ginásio e fitness). Isso significa que estes estúdios não fazem parte do circuito AGAP e ficam parcialmente invisíveis nos números setoriais agregados.
Plataformas Digitais: Wellhub (ex-Gympass) e Urban Sports Club
A última estrutura importante do setor é o segmento de plataformas digitais agregadoras, que permitem ao utilizador aceder a vários ginásios e estúdios numa única subscrição mensal. Este segmento alterou estruturalmente a economia do fitness em Portugal desde 2017.
A Wellhub (ex-Gympass) é a maior plataforma corporativa de bem-estar do mundo, com 3 milhões de subscritores globais, 55.000 parceiros (ginásios, estúdios, apps) e 15.000 empresas-cliente. Em 2024 anunciou o rebrand de Gympass para Wellhub, refletindo a evolução de "passe para ginásios" para "plataforma integrada de bem-estar corporativo". A operação portuguesa conta com mais de 220 colaboradores. A plataforma já acumulou mais de 500 milhões de check-ins em ginásios parceiros globalmente.
O Urban Sports Club, fundado em Berlim, chegou a Portugal em dezembro de 2017 (primeiro Lisboa, depois Porto). Em 2025, oferece em Lisboa uma rede de 367 parceiros (ginásios, estúdios, escolas de mergulho, piscinas, parques de escalada) e a subscrição XL (€129/mês) dá acesso a 9.597 parceiros em 91 cidades europeias.
O ClassPass, plataforma americana líder global em fitness pay-as-you-go, tem presença marginal em Portugal e não publica números segregados para o mercado português.
A presença destas plataformas tem três implicações para o setor:
- O praticante deixa de ser "sócio de um ginásio" e passa a ser "cliente de uma plataforma", o que altera o cálculo de retenção (não é o ginásio que retém, é a plataforma).
- Os ginásios parceiros recebem por check-in em vez de mensalidade fixa, o que estabiliza a receita marginal mas pode reduzir a receita total se o sócio passar de membro permanente a utilizador ocasional.
- As plataformas não fazem parte do Barómetro AGAP 2024 (que conta sócios de ginásios). Isto significa que os números totais de praticantes ativos em Portugal estarão provavelmente subestimados nos números AGAP, com a parte invisível concentrada nos sócios de plataformas.
Proteção do Consumidor: Reclamações Sobre Ginásios
Apesar do crescimento positivo do setor, as reclamações de consumidores contra ginásios em Portugal cresceram de forma muito mais rápida do que o número de sócios.
O Livro de Reclamações Eletrónico registou 1.450 reclamações sobre ginásios em 2024, um crescimento de 6% face a 2023 (1.368) e um aumento de 544% face a 2018 (225 reclamações no Portal da Queixa). A trajetória histórica é clara: 225 em 2018, 369 em 2019 (+64%), 735 entre abril 2020 e março 2021 (efeito pandemia, cobranças durante encerramento), aproximadamente 900 em 2021, 1.100 em 2022, 1.368 em 2023, 1.450 em 2024.
A DECO PROteste tem denunciado desde 2018 várias práticas frequentes na indústria que considera abusivas ou ilegais. Entre as cláusulas mais problemáticas:
- Penalizações por rescisão antecipada sem justificação, mesmo quando o consumidor tem motivos legítimos (mudança de emprego, doença, gravidez). Vários tribunais já declararam estas cláusulas ilegais.
- Alteração unilateral de condições contratuais (preço, horários, oferta) sem dar ao consumidor o direito de rescindir o contrato em consequência.
- Aumento de preço sem aviso prévio ou com aviso insuficiente (menos de 30 dias).
- Impossibilidade de suspender pagamento durante encerramento por obras ou avaria significativa do equipamento.
- Transferência total da responsabilidade por avaria de equipamentos para o utente, mesmo em caso de defeito de fabrico ou manutenção deficiente.
Segundo um inquérito da DECO PROteste em 2021, 50% dos sócios gostariam de ter recebido mais informação sobre as condições contratuais antes de aderir, e 1 em cada 5 sócios desiste do ginásio por falta de atenção personalizada. As causas mais frequentes de reclamação no LRE em 2024 são: cobranças inesperadas, condições de cancelamento contrário às expectativas, qualidade do serviço ou equipamento, e contestação de cláusulas contratuais.
Antes de assinar contrato com um ginásio em Portugal, verifica as cláusulas de rescisão antecipada, de alteração unilateral de preço e de suspensão por motivo de força maior. A DECO PROteste tem um dossiê público com modelos de carta e procedimentos legais. Vê também o nosso guia da minuta de rescisão de contrato de ginásio com modelo gratuito pronto a usar.
Metodologia e Limitações
Esta seção é deliberadamente explícita para que quem cite este estudo possa avaliar a sua qualidade e adequação a cada uso.
Como foi feito este estudo. Agregámos 27 fontes públicas verificadas, com prioridade absoluta a fontes primárias com metodologia transparente. As três fontes que sustentam mais de 60% dos datapoints são: a AGAP / Portugal Activo Barómetro do Fitness 2024 (estudo anual desde 2017, conduzido por investigadores doutorados da Universidade Autónoma de Lisboa, n=215 respostas em 2024 representando 420 clubes de fitness, com metodologia consistente ano a ano), o INE Desporto em Números 2024 e 2025 (publicação oficial bilingue anual com dados de emprego, empresas, salários, financiamento público e participação desportiva) e o Eurobarómetro 525 Sport and Physical Activity 2022 (amostra UE-27 com mais de 1.000 inquiridos por país).
Fontes governamentais portuguesas: Direção-Geral da Saúde (Programa Nacional para a Promoção da Atividade Física), Serviço Nacional de Saúde (custos da inatividade), Instituto Português do Desporto e Juventude (cédulas profissionais TPTEF).
Fontes europeias: EuropeActive + Deloitte (European Health & Fitness Market Report 2025, edição anual desde 2013), Eurostat (Health-Enhancing Physical Activity Statistics).
Fontes secundárias verificáveis: imprensa nacional de referência (Público, Observador, Jornal de Notícias, ECO, Jornal Económico, Visão) usada apenas onde o dado primário não é diretamente acessível e onde a publicação cita explicitamente a fonte original.
Cada estatística no estudo é apresentada com fonte explícita e ano de referência. Quando dois indicadores discordavam entre fontes, prevaleceu a fonte primária mais recente. Quando uma estatística era estimada por nós (caso da quota de cadeias na faturação total, calculada por triangulação dos pesos AGAP), está identificada como "calculado a partir de" na fonte do gráfico correspondente.
Limitações conhecidas (versão 2026). Cinco gaps identificámos e que serão prioridade da edição 2027:
- Sem breakdown regional por NUTS-II. O Barómetro AGAP 2024 publica totais nacionais. A INE recolhe dados via CAE 93130 mas não publica regularmente uma tabela por NUTS-II. Para a edição 2027 vamos pedir esses dados via INE Estatísticas a Pedido.
- Sem demografia detalhada dos sócios. A AGAP caracteriza clubes, não sócios. Idade, género e perfil socioeconómico dos sócios de ginásio em Portugal não são reportados publicamente de forma consolidada. O Eurobarómetro tem dados de praticantes em geral, mas não de sócios de ginásio especificamente.
- Mercado Pilates e Yoga subestimado. O segmento de estúdios dedicados de Pilates Reformer e Yoga em Portugal não tem associação setorial. A nossa estimativa qualitativa é de 80 a 150 estúdios dedicados em atividade, mas o número exato pode estar significativamente acima ou abaixo.
- Mercado de suplementos e nutrição não incluído. Empresas portuguesas como Prozis e Zumub operam no mercado adjacente de suplementação, com faturação relevante, mas fora do escopo deste estudo.
- Reclamações da DECO não publicadas em série temporal anual. Usámos o Livro de Reclamações Eletrónico como aproximação à evolução das reclamações; os números reais podem estar subestimados, dado que nem todos os sócios insatisfeitos reclamam formalmente.
Atualização. Esta é a edição 2026 (publicada em 2026-03-09). A edição 2027 será publicada em março de 2027 numa nova URL (fitness-em-portugal-dados-2027), preservando esta versão como snapshot citável de 2026. O ficheiro CSV com todos os dados está disponível em dados.csv.
Para citar uma estatística específica deste estudo, usa a URL âncora diretamente, por exemplo https://www.myselfstudio.pt/blog/fitness-em-portugal-dados-2026#stat-clubes-2024. Cada datapoint principal tem uma âncora individual para que o leitor que segue o link aterre exatamente no dado citado.
Como citar: MySelf Studio (2026). Fitness em Portugal: Dados, Estatísticas e Tendências [Estudo 2026]. Disponível em https://www.myselfstudio.pt/blog/fitness-em-portugal-dados-2026
Quem está por trás deste estudo.
MySelf Studio é um estúdio privado de treino em Lisboa-Areeiro. Atualizamos este estudo anualmente. Para PTs que pretendam trabalhar no espaço, ver o diretório.
Ver diretório de PTsPerguntas Frequentes
Em 2024, último ano com dados consolidados, Portugal tinha 1.282 centros de fitness em operação, um recorde histórico (+21,4% face a 2023). O número está em crescimento contínuo desde a recuperação pós-pandemia. Fonte: AGAP Barómetro do Fitness 2024.
A mensalidade média em 2024 era de 37,69€ por mês (com IVA). Por segmento: Low-Cost 20,90€, Mid-Market 37,60€, Premium 103,70€. A mensalidade média subiu de 34,09€ em 2023 para 37,69€ em 2024, a primeira subida significativa em cinco anos. Fonte: AGAP Barómetro do Fitness 2024.
780.130 sócios ativos em 2024 (taxa de penetração de 7,6% da população portuguesa), ainda abaixo da média europeia de 8,4%. Em frequência prática, cada sócio frequenta o ginásio em média 2,3 vezes por semana. Fonte: AGAP Barómetro do Fitness 2024.
Por número de clubes, Fitness UP (mais de 50) e Fitness Hut (42 clubes em Portugal, parte do grupo VivaGym com 91 clubes na Ibéria). Por grupo económico, a Sonae Capital é a maior operadora portuguesa, com 36 clubes entre as marcas Solinca, Pump e Element.
Apenas 23,2% da população dos 18 aos 69 anos pratica atividade desportiva regularmente (5 ou mais vezes por semana), segundo o Inquérito à Educação e Formação de Adultos do INE. 73% dos adultos portugueses nunca pratica exercício ou desporto, a pior taxa entre os 27 países da União Europeia (Eurobarómetro 525, 2022).
Cerca de 900 milhões de euros por ano ao SNS (estimativa DGS, com base na premissa de que metade da população portuguesa é fisicamente inativa). Quando se incluem custos indiretos (absentismo e presentismo na economia), o custo total sobe para 1.569 milhões de euros por ano segundo a Deloitte. A obesidade representa custos diretos adicionais de 1.200 milhões de euros por ano.
345 milhões de euros em 2024 (sem IVA), um crescimento de +27,6% face a 2023 e o valor mais alto alguma vez registado em Portugal. 75% da faturação vem de mensalidades, 17% de Personal Training, 6% de outras receitas e 2% de consultas de nutrição.
Não há um censo oficial específico para PTs. Os números mais próximos: 10.528 instrutores FTE no setor fitness (AGAP 2024) e 27.593 treinadores desportivos registados no IPDJ (INE 2024, inclui PTs e treinadores federados de modalidades). A maioria dos PTs ativos opera com cédula TPTEF do IPDJ, válida por cinco anos.
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